Autor Tópico: EQ6 ou EQ5?  (Lida 4311 vezes)

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Offline joaofaria

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EQ6 ou EQ5?
« em: Julho 05, 2007, 01:25:47 am »
Olá a todos! Desde já parabéns pelo fórum. Já foram muitas as dúvidas que tirei ao ler este fórum.
Esta é mais uma dessas dúvidas.

Estou a pensar daqui a alguns meses adquirir um novo equipamento e começar a realizar observações mais sérias, ou seja, evoluir daquele telescópio com que vemos os objectos pela primeira vez e com o qual passamos horas a admirar coisas que nunca antes vimos :shock:  (pelo menos é esse o meu caso). Apesar de essa compra não estar para muito breve, comecei já a pesquisar alguns produtos, também com o objectivo de me ir familiarizando com os termos e com todas as coisas a que temos que ter atenção.
A minha dúvida é a seguinte: num investimento com vista ao futuro, ou seja, ao comprar um telescópio que queremos que dure muitos anos, qual destes dois tipos de montagens seria aconselhável?
Mais especificamente, as montagens de que estou a falar são:
HEQ5 Pro GOTO
Atlas EQ-G c/GoTo

os aspectos a ter em conta seriam:
- a tal durabilidade que falei
- capacidade da montagem (em principio estou a pensar montá-la com um OTA de 9.25", mas quando e se houvesse possibilidade mais tarde, não queria ter que adquirir outra montagem para poder ter outro telescópio  :-D )
- capacidade para astrofotografia

Penso que as montagens não sejam muito diferentes uma da outra, mas alguma poderá levar a melhor num ou noutro aspecto...

Desde já agradeço a vossa ajuda e disponibilidade.
Abraço, joão faria
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Offline Miguel Lopes

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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #1 em: Julho 05, 2007, 10:14:59 am »
boas!
Também vou comprar o C9, embora para já vou usá-lo na CG5. Percebo o teu dilema. O C9 está no limite da CG5 e da EQ5. Mais os acessórios, telescópio guia, etc e já é abusar.
Acho que a EQ6 Go-To  ou a Atlas EQ-G seriam a melhor escolha. A relação peso suportado/preço é a melhor. Depois disso só tens uma Vixen por cerca de 2500€ (Galáctica), as Losmandy por +4000€ ou as celestron CGE pelo mesmo preço. Ou mesmo a Húngara Gemini G42 por 4500€.

Confirma só que ambas têm porta de autoguiagem compatível (ST4). Parece-me que têm uma porta ligeiramente diferente.
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"a astrologia é a ciência dos ignorantes, a astronomia é a dos que se sentem ignorantes" - Miguel Lopes

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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #2 em: Julho 05, 2007, 07:56:42 pm »
Ora, o que vai sair daí?
Fotografia? Queres uma coisa transportável, com tripé, para levar para locais de observação remotos com melhor céu, ou queres uma coisa para ficar fixa num sítio, tipo observatório, presa a um pedestal?
Se queres uma coisa tipo pedestal, a EQ-6 e a Gemini que o Miguel falou são uma hipótese..
Se queres algo transportável que caiba no carro, aí a Gemini não é boa ideia.. a EQ6/Atlas ainda vai.. Mas a HEq-5 seria mais prática.

Pessoalmente fiquei muito bem impressionado com a Vixen nova que aí há que suporta uma carga bem decente!.. Não é barata comparada com a Atlas da Orion, mas conhecendo o que conheço da Vixen, é bem capaz de compensar o investimento em termos de qualidade e durabilidade. Digo isto em especial se pensares numa solução fixa para astrofotografia tipo observatório, com hipótese de desapertares a montagem para ir para o campo de vez em quando. Os buscadores polares da Vixen acho que também andam bem cotados nas opiniões do publico.. De qualquer maneira, o buscador polar pouco interessa ao astrofotógrafo mais exigente :)..

Há que ter em atenção que astrofotografia não é só montagem.. A longo prazo, é também CCDs.. E há tanta variedade de preço de CCDs decentes (ou melhores) como há de preço de montagens (acima da HEQ-5). O que fica entre a montagem e o CCD, às vezes é o mais barato.. :) (ok, talvez não se tivermos em conta os filtros :P )..
Mas a astrofotografia beneficia certas facilidades que simplificam a vida.. Ter um erro periódico baixo costuma ser visto como uma coisa que favorece muito em casos de problemas de guiagem, e em alturas em que queremos exposições longas. Pessoalmente, não tenho grande experiência neste tipo de coisas, mas usando uma EQ-5 (sem H) só com um motor, noto que guiar manualmente dá luta.. (mais por causa do tempo que um tipo fica ali a fazer ajustes, e por causa de umas folgas que os eixos têm..
Se fores dado a trabalhos mecânicos, podes abrir a montagem e limpá-la, que isso costuma melhorar as coisas.. Em especial nestas montagens mais acessíveis..

Se estiveres a pesar em observação visual, então realmente a EQ-6 pode ser uma boca dada a capacidade dela..
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Offline joaofaria

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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #3 em: Julho 05, 2007, 08:51:03 pm »
Obrigado pelas vossas respostas e pelas opiniões.

A única razão pela qual "reparei" na Atlas EQG foi porque a encontrei a um preço que penso ser muito bom (não ponho aqui o link porque acho que era contra as regras do fórum), e está ainda mais barata que a HEQ5 Pro GOTO  :shock:.

Citar
Confirma só que ambas têm porta de autoguiagem compatível (ST4). Parece-me que têm uma porta ligeiramente diferente.
Não consegui ainda encontrar essa informação em relação à HEQ5 mas a atlas tenho quase a certeza  ( ;-) )  que tem essa porta.

Citar
Ora, o que vai sair daí?
Fotografia? Queres uma coisa transportável, com tripé, para levar para locais de observação remotos com melhor céu, ou queres uma coisa para ficar fixa num sítio, tipo observatório, presa a um pedestal?
Fotografia sim, de certeza que quero fazer.  :D  Quando fosse possivel queria comprar um bom CCD e fazer umas imagens. Ambas as montagens tem correcção do erro periódico e a porta autoguider e por isso, desse ponto de vista penso não serem más opções. Quanto à questão da estabilidade, na minha opinião, por ser mais pesada a atlas terá alguma vantagem certo? considerando que o tripé e os materiais são os mesmos...
Vou transportar o telescópio de sitio para sitio e não montar um observatório fixo. Mas não estou muito preocupado com o peso (até um certo limite claro. esse limite talvez seja a possibilidade de ser montada por uma pessoa e penso que ambas podem...), provavelmente devia ter isso em mais atenção... como vou transportar o telescópio de carro e montá-lo peça a peça penso não ser dificil...
Em relação à facilidade com que monto o OTA na montagem? Os dovetails são compativeis (do C925 e das duas montagens)?

Desde já obrigado
Abraço
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Offline Miguel Lopes

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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #4 em: Julho 05, 2007, 09:00:52 pm »
Acho que hoje em dia, com autoguiagem, o problema do erro periódico praticamente desaparece.

A Gemini G42 tem uma coisa fantástica que é não ter backlash, o que lhe permite erros estupidamente inferiores aos da losmandy.

O Fil disse uma coisa muito boa sobre a nova Vixen. Embora o peso indicado seja de 15kg, certos tipos já chegaram a carregá-la com 25kg sem problemas.

O C9 vem com 2 possíveis dovetails. E consegues comprar adaptadores. Num caso extremo tens de comprar anéis de montagem. É uma excelente OTA para transportar porque pesa apenas 9.25 kg (coincidencia :D). Por exemplo o LXR 10" da Meade já pesa 15Kg.

Em relação ao peso, tens de ter 2 coisas em atenção: cada componente não pode pesar muito de modo a que possas transportar um em cada mão. Por exemplo a OTA numa mão e a cabeça equatorial noutra. Outra questão é que nem sempre tens o carro à beira do local e tens de carregar tudo ao longo de algumas dezenas/centenas de metros.
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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #5 em: Julho 05, 2007, 10:20:18 pm »
Citação de: "Miguel Lopes"
(...) A Gemini G42 tem uma coisa fantástica que é não ter backlash, o que lhe permite erros estupidamente inferiores aos da losmandy. (...)

Hmmm.. permita-me que discorde desta afirmação amigo Miguel... O backlash não é coisa que normalmente afecte a guiagem. O processo de guiagem consiste em reduzir ou aumentar ligeiramente a velocidade de guiagem (geralmente igual à velocidade sideral) e logo não haverá inversão de direcção do motor. Se não há inversão, não há lugar para o malfadado backlash... Se por algum motivo existir uma inversão do sentido do motor ao guiar, é porque algo está muito mal e é melhor verificar o que se passa ou senão trocar de montagem! :D
Penso que o erro estupidamente baixo da G42 passa quase exclusivamente pela mestria de quem faz os sem-fim / rodas dentadas e por um controlo de qualidade digno de nota.

P.S.: Só acho o backlash algo chatinho para fazer aproximações com precisão a objectos especialmente usando altas amplificações, mas usando a técnica de abordagem somente num sentido, a coisa vai lá sem muito stress.  8)
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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #6 em: Julho 05, 2007, 10:35:32 pm »
Em termos de peso para uma montagem penso que só começa a ser problemático a partir dos 15~20 Kg.. 20Kg ainda se leva mais ou menos bem em distâncias curtas.. Mais que isso começamos a depender muito da ergonomia da montagem.. Certas montagem são mais "jeitosas" de se transportar que outras.. E aí só experimentando.

Em relação ao montar uma OTA na montagem, adaptadores é o que mais facilmente se arranja.. Em termos de facilidade de uma pessoa só encaixar isso, acho que depende do tubo. O que noto com um refractor de 4" com 5Kg e dovetail estilo vixen, é que dou por mim a ter facilmente uma mão na dovetail para encaixar à primeira na "ranhura" à altura do peito. Às vezes levo o OTA já com uma máquina fotográfica pendurada, e com mais o estaminé auxiliar de guiagem manual em cima, que já deve ser um peso à volta dos 9~10 Kg e a coisa é mais chata de fazer (uma mão a aguentar a maior parte do peso e a outra a orientar o processo)..  O que me queixo mais é a falta de confiança que tenho em acertar com a dovetail no sítio e ter a certeza que está apertado e não cai; isto porque ao estar a segurar naquilo tudo junto ao corpo, não consigo ver onde aquilo está a ficar preso.
Por causa destas coisas, é minha opinião que um sistema com anéis de tubo seja mais fácil de lidar. Mas tenho pouca experiência com um telescópio grandito em anéis.. Talvez o mister Astrolupa possa mandar uns bitaites a este respeito :)..
acredito que possa ser um pouco mais chato de balancear com anéis do que com uma dovetail com curso suficiente, porque temos o dobro dos parafusos onde mexer para apertar ou aliviar o tubo.
Mas eu gosto de imaginar as coisas bem presas, e "anéis" soa mais "bem preso" :) Tem também a vantagem que enfiar um tubo nuns anéis à primeira parece-me mais fácil que enfiar a dovetail na montagem à primeira. :geek:

Entretanto se estás a pensar comprar um CCD "pequeno" (por omissão, um CCD é "pequeno" ou "caro" :mrgreen:) com um telescópio grande (telescópio grandes costumam ter uma distância focal grande) isso quer dizer que precisas de precisão e de muito boa pontaria. Com o tempo, isto costuma vir acompanhado de um desejo por GoTo. O GoTo não é essencial, mas limpa o cérebro de algumas dúvidas sobre o que fizemos :) É preciso cuidado para não nos viciarmos nele :)

Isto leva-me à conversa do preço.. Com GoTo é mais caro, claro! em termos mecânico-electrónicos o que contribui para o aumento do preço são os encoders (precisão) e os motores (precisão, força, velocidade, etc).. A velocidade não é importante para fotografia, e acho preferível algo lento, porque gasta menos bateria, e 12V fazem a festa.. (se alguém for suficientemente maluco para guiar, num pontinho, para fotografar um pontinho e ficar sobre-exposto devido à exposição longa.. Fica só para a piada)

Em relação ao backlash, em AR não costuma haver problemas porque está sempre a rodar para o mesmo lado, como diz o Astrolupa, em Declinação é que as coisas já piam mais fino, porque em geral está parado. Só costuma ser necessário guiar em DEC se estamos a falar de cometas, asteroides, satélites (ui), aviões, outros ovnis (este então!), ou, mais frequentemente, quando a montagem não está muito bem alinhada com o polo.. Mas claro, isto são só alguns usos específicos, e na maior parte dos casos o backlash não importa.. Mas um outro sítio onde o backlash estraga as voltas é no GoTo..
O que faço para combater o backlash na minha EQ-5 é ter o telescópio mal equilibrado de propósito, pois assim há sempre alguma pressão (ligeira) na roda dentada/sem fim e não chegam a saltar. A parte chata disto é que ao mexer à mão, tenho que rodar muito suavemente para não começar a abanar muito.. Vai-se lá com a prática.. :)

EDIT: pronto, esqueçam a parte do backlash com os satélites, porque esses andam tão depressa que não há forma de haver problema de backlash..
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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #7 em: Julho 05, 2007, 11:05:27 pm »
Sim senhor Mr. Fil... Eu prefiro que o tubo do telescópio fique seguro por um par de aneis sólidos, daqueles que têm uma dobradiça a meio do anel e do lado diametralmente oposto um parafuso que une as duas partes do anel. É um pouco chato para quando se está a balancear o sistema... estar sempre a desapertar / mexer um pouco / apertar / testar / repete até fartar ou até ficar bom, etc, é chatinho. Agora para colocar o tubo a cavalo da montagem, é bestial; É só abrir os aneis e gentilmente "deitá-lo no berço" e fechar os aneis. Fica logo a dormir! É tiro e queda! (queda salvo seja!)  :D .
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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #8 em: Julho 07, 2007, 12:20:11 am »
Em relação aos anéis, por uma questão meramente de estética não gosto muito de ver os tubos dos SCTs presos com anéis.  :-D  Perecem demasiado curtinhos e acho que não combinam muito bem (esteticamente, não sei quanto ao facto de ser mais resistente ou não). Acho os anéis mais adequados para um refractor como telescópio guia ou assim.
Apesar de nunca ter visto nenhuma dovetail ao vivo (ou se calhar POR nunca ter visto nenhuma), não me parece que o OTA fique mal preso. Mas sem sentir isso nas mãos é mesmo só a imaginar...

A questão do GoTo é complicada... Oiço muita gente dizer que apontar o telescópio automaticamente para todo o lado tira aquela satisfação de sermos nós a encontrar os objectos... No meu caso, eu queria usar o GoTo por fases... ou seja, numa primeira fase, enquanto conhecia ainda melhor o céu e até saber encontrar muitos objectos e constelações, tentava abdicar da função do GoTo e movia o telescópio à mão ou só com o controlador  :s . Só a partir de um certo tempo e também para facilitar toda "a coisa" é que o usava... Acho que não me ia sentir muito bem, a dizer que tinha um grande telescópio e já fazia muitas fotografias e depois perguntarem-me onde estava Andrómeda e eu não saber responder porque sempre tinha usado o GoTo para "fazer o trabalho todo"...
O GoTo levantou-me também outra dúvida voltando à "batalha" entre estas duas montagens:
Há uma coisa sobre a qual eu nunca vi nenhuma review, ou pelo menos sobre a qual nenhuma se focou tanto quanto eu gostaria que é o software que vem com a montagem (com ambas aliás). Como estou a pensar usar o portátil para controlar o telescópio, e como no portátil sei que posso usar vários programas mais ou menos complexos, nunca me detive muito sobre o número de objectos que as montagens podem ter na memória, porque pensei que, ao usar o portátil, os objectos que não estivessem na memória da montagem, estavam no programa do computador.
Ora estas montagens tem, relativamente, poucos objectos em memória (apenas 13.436 se não estou em erro, poucos comparados com os 40.000 que penso que têm as Vixen...). Isso fará alguma diferença? Ou +13.000 objectos já são suficientes?
Outra questão relacionada com isto são as velocidades de seguimento (isto provavelmente tem outro nome) da montagem. Elas têm três destas velocidades: sideral, lunar e solar...  e da maneira como eu estou a pensar, isto significa que não vou poder seguir os planetas?  :? (Muito) provavelmente os planetas movem-se no céu à mesma velocidade que a lua e estou a dizer um disparate enorme, mas ainda não consegui perceber isso...
Em relação ao consumo... quanto é necessário para alimentar estas montagens? Se não tiver uma daquelas estações de energia como se faz a alimentação?

Obrigado por todas as respostas até agora!
Céus limpos!
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Offline rogercrespo

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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #9 em: Julho 07, 2007, 01:18:31 am »
Olá,

em relação aos aneis, se os usares és capaz de ter mais estabilidade mas alguém, com experiência te dirá...

Em relação ao GoTo tenho a mesma filosofia que tu! Actualmente tenho uma EQ6 mas anteriormente tinha uma EQ3(inicialmente sem motores) e o facto de nós descobrirmos os objectos dá-nos um gozo especial mas se numa noite te apetecer apenas observar isto ou aquilo um GoTo dá sempre jeito...  :-D  

Comprei a EQ6 sem Goto e recentemente fiz um upgrade e desta forma tenho GoTo entre outras funcionalidades. O objectivo do upgrade é para fazer fotografia.

Posso-te dizer que a montagem é pesada e que custa um pouco arruma-la mas dá um certo gozo por ser imponente...  :-D  

Eu escolhi a EQ6 pois não irei gastar fortunas noutras montagens, ou seja, esta montagem é o meu limite a nível de orçamento... Actualmente tenho um relfector de 6" e outro de 12"(Dob) eventualmente se não conseguir utilizar o de 12" na montagem terei de comprar um de 8"...

Em relação aos objectos, 13.436 é "muita objecto"! São mesmo muitos! Mais do que suficientes... Mas poderás sempre ligar ao computador e controlar a montagem... Mas não te esqueças que se fores para o "campo" com computador vais gastar mais energia ou seja, o PC vai-te durar para 2 ou 3 horas depois terás de o ligar há corrente(estação de energia). É apenas um pormenor mas que conta. Eu levo sempre o portátil(é o meu amigo e auxiliar de memória)...

Não te preocupes que poderás fazer o acompanhamento aos planetas! E sem grande chatice... Acredita!

Em relação à alimentação, terás de comprar estação de energia, é o mais prático.

Um  abraço!
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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #10 em: Julho 07, 2007, 07:03:37 pm »
Citação de: "joaofaria"
e depois perguntarem-me onde estava Andrómeda e eu não saber responder (...)
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Andrómeda (Galáxia)? Essa é fácil! 15 graus certinhos para Sul, em relação à estrelinha do vértice mais "saído" do "M" da cassiopeia ;)

Bom, os anéis costumam dar mais solidez ao conjunto, mas também essa solidez manifesta-se tanto mais quanto mais comprido for o tubo.. Se o tubo for "curto", o efeito de alavanca que ele gera não é assim tanto.. É certo que já vi (em fotos) refractores de 60 mm agarrados por dois aneis quase nas pontas da OTA.. Pronto, isso é inesteticamente exagerado!..

Nº de objectos?  hmm. Epá, isso do nº de objectos não interessa muito..  Se houver algum que não apareça no catálogo, um tipo vai à net com antecedência, sacaa as coordenadas e desenrasca-se! Senão, se levares um portátil, os objectos vão no portátil e o portátil diz à montagem para onde ir..

De consumo, só vendo as especificações.. Mas não acho que devas escolher a montagem por aí.. À falta de bateria ou pilhas, há sempre as lojas de electrónica que costumam ter à venda transformadores / fontes de alimentação estabilizadas..

As velocidades de seguimento, como o Rogercrespo disse, também não são (muito) importantes. Podem ser se a gente estiver a usar uma distância focal mesmo muito grande e a tirar fotografias de longa exposição.. Por exemplo se quiseres tirar uma fotografia com filtro de banda muito estreita a uma cratera minúscula na lua a ocupar o campo todo do CCD.. É demasiado difícil arranjar uma noite que o permita fazer..


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Obrigado por todas as respostas até agora!
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Offline Vasco Soeiro

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Re: EQ6 ou EQ5?
« Responder #11 em: Agosto 18, 2010, 04:24:13 pm »
Olá a todos,

O vosso forum tem sido para mim uma autentica enciclopédia para responder às minhas duvidas, no entanto continuo com um dilema do qual necessito a vossa ajuda. Não querendo abrir outro tópico, imaginando que vocês já estejam fartos de responder a tantas perguntas de novatos, decidi aproveitar este.

Tendo voltado a dedicar-me à astronomia, e querendo entrar no mundo da astrofotografia, irei necessitar de uma montagem que me seja acessível em termos económicos e que tenha umas boas relações preço/qualidade/capacidade/portabilidade.

Pensando também um pouco no futuro, e tendo decidido ficar no mundo dos refractores, a montagem que procuro é que seja estável com o equipamento para astrofotografia (máquina DSLR, auto-guia, etc) usando um refractor de 100mm ou mesmo de 120 mm.

A montagem que estava a considerar seria a da Sky-Watcher HEQ5 Pro Go-To, acham que seria suficiente para um setup como referi ou só mesmo a EQ6 Pro Go-To é aconselhável?

Obrigado.

Cumprimentos.
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