Autor Tópico: Missão STS-120  (Lida 2473 vezes)

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Missão STS-120
« em: Outubro 23, 2007, 12:50:36 pm »


Links:
- Página NASA
- Entrada Wikipedia

A Agência Espacial Norte-Americana, NASA, prepara-se para activar hoje a missão STS-120. O lançamento do space shuttle Discovery deve ocorrer no Cabo Canaveral, Florida, a caminho da Estação Espacial Internacional (ISS). Pela segunda vez na história dos 23 lançamentos em direcção à ISS - de um total de 120 voos - uma mulher (Pamela Melroy) será líder do grupo, enquanto o italiano Paolo Nespoli é o representante da Agência Espacial Europeia (ESA). A missão de 14 dias envolve a entrega do Módulo 2, Harmony. Mas harmonia é algo que não envolve esta missão.

Apesar do lançamento previsto, algumas críticas já se fizeram ouvir. O NASA Engineering and Safety Center (NESC), entidade independente criada após o acidente com o Columbia em 2003, recomendou a meio de Outubro a substituição dos painéis das asas, fabricados em carbono compósito. O responsável da missão, Wayne Hale, assegurou que os defeitos eram ínfimos e não colocavam problemas na reentrada na atmosfera, após missões e exposições a elevadas temperaturas nada terem provocado. O risco é aceitável, assegura a NASA. Já o NESC pede que os três painéis sejam substituídos por precaução, uma medida que poderia atrasar a missão em dois meses. Pamela Melroy mostrou-se "totalmente confiante" de que o anterior reforço dos painéis é seguro para a reentrada a 6 de Novembro.

O problema surge quando a revista IEEE Spectrum revelou na edição de Outubro um relatório interno da NASA sobre a "crise informática" ocorrida em Junho a bordo da ISS. Segundo James Oberg, um veterano no controlo de missões da NASA e actualmente consultor, o erro ocorrido na altura teria sido fatal numa viagem a Marte. Oberg considera que as lições tecnológicas e diplomáticas do que ocorreu estão resolvidas mas devem ser compreendidas porque, se algo semelhante tivesse ocorrido numa missão mais prolongada, "teria provavelmente sido fatal". No geral, os sistemas informáticos críticos "foram concebidos, construídos e geridos incorrectamente - e a falha era inevitável". Apenas se evitou uma "catástrofe" pela proximidade com a Terra. O que aconteceu? O sistema de controlo atmosférico bloqueou e falhou o autopiloto para gerir e manobrar os propulsores de estabilização para a separação do shuttle. As autoridades russas culparam a NASA por razões técnicas - nomeadamente no sistema de fornecimento de energia - mas, segundo Oberg, estas foram "a primeira de várias más tentativas dos gestores russos do programa que iriam distrair os engenheiros de se focarem no problema real".

Na viagem seguinte para a ISS, em Agosto, os equipamentos foram substituídos por outros da ESA. Mas os problemas não terminaram porque um cabo tinha menos 40 centímetros do que o que se pretendia substituir. Como este não estava em mau estado, decidiram mantê-lo.

Se russos e americanos pretendem trabalhar em conjunto na estação espacial, adverte Oberg, este tipo de quezílias devem ser resolvidas "antes que a tecnologia e a diplomacia se possam considerar suficientemente fiáveis pa-ra missões mais distantes".

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Vaivém Discovery partiu às 16:38 horas
« Responder #1 em: Outubro 24, 2007, 10:58:35 am »
O vaivém espacial norte-americano Discovery partiu hoje às 16:38 horas do Cabo Canaveral, no estado da Florida, com sete astronautas a bordo, a caminho da Estação Espacial Internacional, no 120º voo espacial da NASA.

A nave descolou, como previsto, às 11:38 locais (16:38 de Lisboa), no seu 35º voo, para uma missão complexa de duas semanas no espaço.

As condições meteorológicas podiam comprometer este lançamento, mas o céu apresentava-se praticamente limpo para a descolagem sem problemas.

A duas horas da partida foi detectada a formação de uma camada de gelo na canalização que fornece hidrogénio líquido do depósito de combustível aos motores do vaivém.

Esta camada de gelo não se revelou preocupante para a equipa de engenheiros que analisou a situação, tendo anunciado que a camada acabou por derreter.

Os engenheiros da NASA optaram por não substituir os painéis de protecção térmica nas asas do vaivém após a detecção de fissuras microscópicas na parte exterior da protecção, tal como recomendado por um painel independente de engenharia e de segurança.

Estas fissuras foram consideradas de «baixo risco» pela NASA, não merecendo por isso a necessidade de reparação.

A tripulação é a comandada por Pamela Melroy, a segunda mulher a liderar uma missão, e sai para o espaço acompanhada do piloto George Zamka e os especialistas de missão Scott Parazynski, Stephanie Wilson, Doug Wheelock, Dan Tani e Paolo Nespoli, este último em representação da Agência Espacial Europeia.

A equipa leva para a Estação Espacial Internacional um reforço de alimentos e equipamento, além de transportar o módulo Harmony II, para ser agregado à estrutura da estação durante as cinco saídas programadas.

O módulo Harmony é o elemento essencial para a construção do futuro laboratório europeu espacial Colombus e o laboratório japonês Kibo, a instalar na Estação Espacial.

A NASA tem planos para realizar mais 11 missões até 2010 à Estação Espacial Internacional para completar os trabalhos de construção.

O projecto da nova Estação Espacial Internacional, no qual participam 16 países, está avaliado em 70,3 mil milhões de euros e será fundamental no início dos trabalhos de missões para Marte.

In Diário Digital / Lusa
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Vaivém Discovery partiu para missão crucial para o futuro da
« Responder #2 em: Outubro 24, 2007, 10:59:31 am »
O vaivém Discovery, da Agência Espacial norte-americana, acaba de partir de Cabo Canaveral, eram 16h38 em Lisboa, com uma tripulação de sete astronautas a bordo, para uma missão crucial para o futuro da Estação Espacial Internacional (ISS).

O objectivo desta missão, comandada por uma mulher, Pam Melroy (a segunda a seguir a Eileen Collins, em 2005) e em que participa o italiano Paolo Nespoli, da Agência Espacial Europeia, é instalar um novo módulo na ISS, o Harmony, de 14,3 toneladas, que será a casa dos laboratórios de investigação europeu, o Colombo, e o japonês, Kibo. Será ainda instalada uma nova antena solar que permitirá aumentar a produção eléctrica da estação, algo essencial para a investigação a bordo.

De nada valeram os alertas de engenheiros da NASA em relação à segurança desta missão. Foram detectadas, nas últimas semanas, várias microfissuras em três dos 44 painéis do escudo térmico do vaivém. Foi uma fissura no escudo térmico do aparelho que esteve na origem do acidente que vitimou toda a tripulação do vaivém Columbia em Fevereiro de 2003.

Pensava-se que a contagem decrescente teria de ser adiada devido a condições meteorológicas adversas ao lançamento. Mas o tempo em Cabo Canaveral acabou por melhorar durante a noite.

Um grupo independente de engenheiros tinha pedido dois meses para substituir o material em dúvida mas a medida ia alterar o calendário de trabalhos da Estação Espacial que tem sofrido sucessivos atrasos, quase fatais para o seu futuro, nos últimos anos. Até 2010 estão previstos três voos de vaivém.

O escudo térmico do vaivém é submetido a grandes temperaturas na entrada na atmosfera, no regresso das missões. Por exemplo, as extremidades das asas do aparelho suportam 1600 graus a uma velocidade 20 vezes superior à velocidade do som.

“Decidimos que o risco da missão era aceitável”, disse Wayne Hale, chefe do programa do vaivém, que acrescentou que a missão obriga a algumas intervenções no espaço.

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Duas mulheres aos comandos da EEI e Discovery
« Responder #3 em: Outubro 26, 2007, 10:34:40 am »
Pela primeira vez nos 50 anos da história da conquista do espaço, as mulheres estão ao comando tanto da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) como do vaivém Discovery, lançado ontem.

Pamela Melroy, de 46 anos, comanda o Discovery, vaivém lançado ontem do Centro espacial Kennedy, na Florida, com outros seis astronautas a bordo, para uma missão de construção da ISS de dez dias, considerada como a mais complexa de sempre.

Quando amanhã Melroy, a segunda mulher na história do programa a comandar um vaivém, acoplar o Discovery à ISS será recebida por uma outra americana, Peggy Whitson, 47 anos. Esta é a primeira mulher a comandar a ISS, onde vivem três astronautas em permanência, com rotações de seis meses.

Mas esta situação, fruto do acaso, está longe de reflectir a realidade do lugar que as mulheres ocupam nos programas espaciais, ainda largamente dominados por uma cultura masculina.

Fazem parte do corpo de astronautas da NASA – Agência espacial norte-americana 18 mulheres e 73 homens.

Depois da saída de Eileen Collins, em Maio do ano passado, - a primeira mulher a comandar um vaivém, Pamela Melroy tornou-se na única mulher qualificada a assumir esta responsabilidade.

“Era bom ter mais comandantes mulheres de vaivéns” mas há poucas candidatas com a formação e experiência exigidas, explica Duane Ross, responsável pela selecção dos astronautas da NASA.

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Estação recebeu um novo módulo
« Responder #4 em: Outubro 29, 2007, 11:28:18 am »
Foram precisas seis horas para transportar o novo módulo da Estação Espacial Internacional desde o porão do vaivém Discovery para a posição na grande estrutura orbital que o aguardava. Dois astronautas norte-americanos, tripulantes da missão de transporte do Discovery acompanharam a manobra em longo passeio no espaço. Scott Parazynksi e Doug Wheelock vigiaram, durante todo o processo de transporte, a integridade do módulo de 14 toneladas, içado e colocado na posição final pelo braço mecânico do vaivém. A completa ligação do módulo à estação espacial e posterior ligação de todos os sistemas vai requerer ainda cinco outros passeios espaciais.

O novo módulo, baptizado como Harmony aumentará em cerca de 18 por cento o espaço habitacional e de trabalho da estação espacial e servirá para acomodar dois astronautas em permanência.

O módulo Harmony servirá ainda de local de ligação entre três laboratórios científicos. São eles o US Destiny Lab (instalado em Fevereiro de 2001) e dois outros que a si serão acoplados brevemente. Em Dezembro deste ano é esperada a chegada do Columbus. Da responsabilidade da Agência Espacial Europeia, é um laboratório de pequena dimensão, comportando dez compartimentos para realização de experiências, cada qual com as dimensões aproximadas de uma cabina telefónica. Em 2008 chegará o módulo japonês Kibo, que será então o maior dos volumes individuais da estação espacial. Quatro astronautas poderão residir a bordo deste módulo. O Kibo chegará à Estação Espacial Internacional em diversas etapas, a primeira das quais agendada para Fevereiro. Por essa altura está prevista a acoplagem de um robot de dois braços (o Dextre), de origem canadiana, que se encarregará de uma série de operações que, por enquanto, exigem a presença de astronautas no exterior da estação.

O plano de crescimento da Estação Espacial Internacional prevê, além das estruturas a adicionar, novos métodos de lançamento de elementos. Em Janeiro o Jules Verne será o primeiro veículo automático a assegurar, sem tripulação, transporte de carga (sobretudo mantimentos e água) para a estação espacial.

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Re: Missão STS-120
« Responder #5 em: Outubro 29, 2007, 07:36:25 pm »
De salientar, e de especial interesse para a comunidade de Rádio Amadores (na qual me incluo), o módulo Columbus trará novas possibilidades e funcionalidades à estação de Amador instalada na ISS.
Actualmente e por diversos motivos apenas o "node" de APRS está activo, e muito ocasionalmente são agendados contactos com Escolas de diversos países no âmbito do programa ARISS (Amateur Radio on the International Space Station)
Mais detalhes em: http://www.ariss-eu.org/

Para quem estiver interessado em contribuir, no lado esquerdo da página inicial está o link de acesso ao pedido de donativos para o pagamento do fabrico, testes, instalação e transporte das diferentes antenas que foram instaladas no módulo Columbus.
(eu sei que a vida está difícil para todos, mas um pequeno donativo é sempre bem vindo)


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Braço robótico do Discovery transfere viga de 16 toneladas
« Responder #6 em: Outubro 30, 2007, 10:46:06 am »
Os astronautas do Discovery transferiram na segunda-feira com o seu braço robótico uma viga, com quase 16 toneladas, para painéis solares, a instalar na Estação Espacial Internacional, informou a NASA.

Para os tripulantes do Discovery, o sétimo dia de trabalho começou às 04:38 ao som da canção «One by One», de Wynton Marsalis, transmitida pelo Centro Espacial Johnson, em Houston, no Texas.

A astronauta Stephanie Wilson do Discovery dirigiu o braço robótico de fabrico canadiano, com quase 15 metros de comprimento, com o qual se moveu a viga Babor 6 da Estação Espacial Internacional, também com a ajuda de Clayton Anderson e de Daniel Tani, astronautas deste complexo.

A viga e os painéis solares podem permanecer no extremo do braço robótico durante cerca de 18 horas mas depois desse período a violência do ambiente térmico do espaço pode danificar os equipamentos.

Terça-feira, às 09:28, os astronautas Scott Parazynski e Doug Wheelock darão início ao terceiro dos cinco dias de trabalho no exterior da nave e deslocarão a viga e os painéis para a sua nova posição.

Para além do trabalho dos dois astronautas, os técnicos da missão vão inspeccionar a junta rotatória dos painéis solares da Estação Espacial Internacional que orbita a 27.700 quilómetros por hora e a cerca de 380 quilómetros da Terra.

A agência espacial norte-americana NASA encontrou fragmentos metálicos na engrenagem que abre os painéis solares e o problema restringe a capacidade de produção de energia da estação.

No domingo, durante o segundo dia de trabalho, o astronauta Tani inspeccionou a junta rotatória e indicou que para além de apresentar estragos está desgastada.

Os engenheiros da NASA acreditam que a razão pode estar no alumínio das coberturas térmicas que estão agregadas à junta rotatória.

In Diário Digital / Lusa
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Nasa deve estender por um dia missão do Discovery
« Responder #7 em: Outubro 30, 2007, 10:46:58 am »
A Nasa prolongará, provavelmente por mais um dia, a missão do ônibus espacial Discovery, para fazer uma inspeção mais profunda do mecanismo de rotação de uma das antenas solares da Estação Espacial Internacional (ISS), que mostra uma falha, anunciou nesta segunda-feira um responsável da agência.

"A idéia discutida atualmente é estender a duração da quarta saída orbital de quinta-feira - inicialmente prevista para durar menos de cinco horas - para que os dois astronautas possam realizar uma inspeção completa do sistema de rotação da antena", explicou o diretor da ISS, Mike Suffredini, em entrevista coletiva.

De acordo com os procedimentos, após uma saída de duração normal, de seis horas e meia ou mais, é necessário um intervalo de 24 horas até que se possa realizar a saída seguinte. Os astronautas devem fazer na sexta-feira a quinta caminhada espacial da missão.

"Por isso, não se surpreendam se os responsáveis da missão anunciarem oficialmente a prolongação da saída ao espaço na quinta-feira e a prolongação em 24 horas do vôo do Discovery", completou Suffredini.

Nesse caso, o ônibus espacial aterrissaria na quarta, dia 7 de novembro, na Flórida (sudeste).

Em seu segundo passeio pelo espaço, o astronauta americano Daniel Tani notificou a presença de aparas de metal e um desgaste incomum na articulação dos mecanismos de rotação de um painel solar de apoio à estação.

Os astronautas usaram fita adesiva para recolher fragmentos de metal que serão trazidos para a Terra para uma análise que permita detectar a causa do dano no painel da ISS.

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Re: Missão STS-120
« Responder #8 em: Outubro 30, 2007, 04:01:08 pm »
Não tem muito a ver, mas eu adorava era ver o pessoal que gosta de tirar fotos à ISS conseguir umas boas vistas da estação durante estas operações!..
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Antena solar danificada prolonga missão do Discovery
« Responder #9 em: Outubro 31, 2007, 10:32:30 am »
Dois astronautas do vaivém espacial Discovery prenderam terça-feira, com sucesso, um poste com 16 toneladas à Estação Espacial Internacional (ISS) mas a antena solar fixada a este poste foi danificada durante a sua reestruturação.



Pelo menos um dos painéis desta antena solar com duas asas das ISS foi em parte arrancada, segundo as imagens difundidas pela televisão da Nasa.

A antena, com 76 metros de envergadura, começou a ser desdobrada pouco após o fim da instalação do poste, chamado p6, sobre o qual a antena é fixada com um mecanismo de rotação.

A Nasa tirou uma série de fotografias à parte danificada para assim poder avaliar a amplitude dos estragos e examinar o procedimento a seguir para os reparar.

Aparentemente, os cabos externos que mantêm os painéis juntos não foram danificados.

O incidente ocorreu após os dois astronautas do vaivém norte-americano Discovery, Scott Parazynski e Doug Wheelock, terem acabado de instalar o poste no seu local definitivo, quando de uma saída orbital que durou sete horas e oito minutos, e que terminou às 16h55.

Esta foi a terceira saída orbital, de uma série de cinco previstas, para esta missão.

Esta antena solar, a terceira da ISS, tornou-se absolutamente necessária para evitar atrasar a colocação do laboratório europeu Columbus, prevista para o início de Dezembro.

O P6 foi solto do seu local temporário (onde se encontrava desde 2000), no topo da ISS, no domingo, quando da segunda saída orbital dos astronautas.

Preso pelo braço robótico do ISS pilotado a partir do interior pelos astronautas, o poste foi depois agarrado pelo braço robótico do Discovery para ser levado para o seu local definitivo, a 48 metros de distância do temporário.

Terça-feira, Clay Anderson e o novo engenheiro de voo da Expedição 16 da ISS, Daniel Tani, controlaram o braço robótico da Estação enquanto o co-piloto do Discovery, George Zamka e o astronauta Stephanie Wilson manipulavam o braço robótico do vaivém.

Este complicado bailado orbital foi coordenado por Paolo Nespoli, o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA).

Scott Parazynski, um veterano das saídas orbitais, inspeccionou também o mecanismo de rotação de uma outra antena solar, que está a funcionar normalmente.

Os responsáveis da missão quiseram comparar este mecanismo de rotação com o sistema de rotação defeituoso, que foi descoberto no domingo, de uma antena solar instalada há quarto meses.

Daniel Tani tinha descoberto pequenos fragmentos metálicos e um desgaste anormal do mecanismo que nos últimos dois meses vibrava de forma anormal.

A Nasa confirmou oficialmente segunda-feira a decisão de prolongar por mais um dia a missão do Discovery para efectuar uma inspecção detalhada deste mecanismo de rotação defeituoso.

Assim sendo, dois astronautas deverão efectuar, quinta-feira, uma quarta saída orbital no espaço muito mais prolongada do que a inicialmente prevista.

Esta alteração fará com que o Discovery regresse à terra a 7 de Novembro e não a 6, como estava previsto, devendo assim desamarrar-se da Estação Espacial na segunda-feira.

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Reparação de painel solar no exterior foi bem sucedida
« Responder #10 em: Novembro 05, 2007, 11:03:34 am »
Um dos sete astronautas da tripulação do vaivém Discovery, actualmente na Estação Espacial Internacional (ISS), cumpriu hoje uma das tarefas mais difíceis da missão: a reparação de um dos painéis solares da ISS, a 322 quilómetros de altura da superfície da Terra.

Scott Parazynski, astronauta norte-americano, esteve durante mais de 4 horas a realizar a operação, seguida a partir do vaivém pelo seu cloega Douglas Wheelock.

A operação era delicada uma vez que Parazynski tinha de reparar o painel sem lhe tocar, pois isso podia fazer com que apanhasse um choque. O seu fato e ferramentas estavam preparados para evitar isso.

A boa saúde deste painel solar é crucial para as futuras missões do vaivém em termos de abastecimento de energia à ISS. A próxima missão de um vaivém está programada para Dezembro e levará consigo um módulo crucial para o futuro da investigação científica a bordo da ISS: o laboratório europeu Columbus, que é também a maior contribuição da Agência Espacial Europeia para a ISS.

Se a reparação do painel solar não tivesse sido bem sucedida a missão de Dezembro teria de ser adiada e o laboratório europeu ficaria mais tempo em terra.

A missão actualmente no espaço instalou o módulo norte-americano Harmony, que é uma espécie de ligação entre os três laboratórios de investigação científica da ISS: o Destiny já no espaço, o europeu Columbus e o futuro laboratório japonês Kibo.

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Vaivém espacial Discovery aterrou na Florida
« Responder #11 em: Novembro 08, 2007, 10:50:08 am »
O vaivém espacial norte-americano Discovery aterrou hoje na Florida, sudeste dos Estados Unidos, após 15 dias no espaço, doze acoplados à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O Discovery tocou a pista de aterragem do Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral, às 13h01 locais (18h01 em Lisboa) como previsto, terminando, assim, uma missão invulgarmente longa de 15 dias, a sua maioria na ISS, para prosseguir os trabalhos de construção do complexo espacial.

O voo do Discovery, que foi lançado a 23 de Outubro, marca uma das missões mais ambiciosas da construção da ISS, nomeadamente a reparação sem precedente e potencialmente arriscada de um dos painéis solares da ISS, a 322 quilómetros de altura da superfície da Terra.

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