Autor Tópico: Missão Chang’e  (Lida 1168 vezes)

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Offline João Clérigo

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Missão Chang’e
« em: Outubro 26, 2007, 10:37:06 am »
China prepara-se para lançar hoje o seu primeiro satélite de exploração lunar

A China prepara-se para lançar hoje o seu primeiro satélite de exploração lunar, no âmbito de um ambicioso programa que pretende enviar um astronauta para a Lua em 2020.

O satélite Chang’e vai ser lançado pelo foguetão Long March 3A da base de Xichang, na província de Sichuan (Sul do país), a partir das 18h00 locais (11h00 em Lisboa), segundo a Administração espacial chinesa. O lançamento vai ser transmitido em directo pela televisão nacional e os media chineses dedicaram hoje páginas inteiras ao acontecimento.

“A exploração lunar representa a força do nosso país. É muito importante para elevar o nosso prestígio internacional e a nossa unidade”, declarou Ouyang Ziyuan, um dos responsáveis do programa lunar ao “Diário do Povo”, órgão do Partido Comunista.

Durante um ano, o satélite vai estudar e captar imagens a três dimensões da Lua para preparar a instalação de uma base no futuro.

Se a missão tiver sucesso e o satélite entrar na órbita da Lua a 5 de Novembro, a China esta terá conseguido cumprir a primeira fase do seu programa de exploração lunar.

Em 2003, a China tornou-se no terceiro país, em conjunto com os Estados Unidos e a Rússia, a enviar, pelos seus próprios meios, seres humanos para o espaço.

Outras potências asiáticas, como o Japão e a Índia, também se lançaram à conquista da Lua. O Japão lançou, em Setembro, o seu primeiro engenho para orbitar o satélite natural. A Índia espera enviar o seu próprio satélite no primeiro semestre de 2008.

“Há um novo interesse acrescido na Lua porque se considera este um primeiro passo para chegar a Marte”, explicou René Oosterlinck, director das relações exteriores da Agência Espacial Europeia (ESA).

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China lançou o seu primeiro satélite com destino à Lua
« Responder #1 em: Outubro 26, 2007, 10:37:42 am »
A China lançou hoje o seu primeiro satélite de exploração lunar, operação que marca o arranque do programa chinês para colocar um homem na superfície lunar em 2020.

O Chang’e I, aparelho que usa o nome da deusa que segundo a mitologia chinesa voou até à lua, partiu às 18h15 (11h15 em Lisboa) do centro aeronáutico de Xichang, na província de Sichuan, sudoeste do país.

"A operação está a correr normalmente", ouviu-se a partir da sala de controlo, som repetido vezes sem conta na televisão estatal chinesa, que acompanhou o lançamento em directo.

Após desaparecer no céu, a emissão da CCTV mostrou uma simulação de computador mostrando o aparelho a dirigir-se para leste em direcção a Taiwan.

O aparelho deve entrar na órbita de transferência Terra-Lua a 31 de Outubro e chegar à órbita lunar a 5 de Novembro.

Os especialistas chineses esperam que a Chang’e I envie a primeira imagem da Lua no final de Novembro, continuando depois as explorações científicas durante um ano.

O custo desta expedição para a China é de 131 milhões de euros.

A Índia vai lançar uma missão semelhante no próximo ano e o Japão lançou, em Setembro, o seu primeiro engenho para orbitar o satélite natural.

Durante o Congresso do Partido Comunista Chinês, que decorreu na semana passada na capital chinesa, o governo anunciou os objectivos espaciais para os próximos cinco anos, que incluiam a instalação em órbita de um "laboratório do céu".

Pequim planeia também enviar astronautas à superfície lunar, mas os cientistas e engenheiros chineses pensam já em futuras missões a Marte e a outros planetas nas próximas décadas.

Em 2003, a China tornou-se no terceiro país, em conjunto com os Estados Unidos e a Rússia, a enviar, pelos seus próprios meios, seres humanos para o espaço.

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Offline Rui Padrão

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Re: Missão Chang’e
« Responder #2 em: Outubro 26, 2007, 05:20:01 pm »
Bem, a Lua está a ficar concorrida...

Ao ler isto penso logo em problemas que, se calhar são secundários, mas têm que ser pensados, mais dia menos dia, como por exemplo: o que é que define a propriedade na Lua? São os terrenos ocupados por cada país propriedade do estado desse país? Se uma empresa privada se dedicar à corrida e chegar a ocupar terrenos na lua (temos o concurso do Google como exemplo), poderá considerar que são seus? Que conjunto de leis vigoram na lua ou no espaço? Se por exemplo ocorrer um assassínio, o presumível assassino deve ser julgado pelas leis de que país? E por aí fora...

Se se atribuir a cada país uma área proporcional à sua população, onde sejam aplicadas as leis desse país, teremos grandes áreas atribuídas a países sem meios para prosseguirem a exploração espacial... e se se atribuirem as áreas por ordem de chegada, isso poderá dar origem a conflitos. E depois fica a faltar todo o espaço restante (estações espaciais em órbita, naves em viagem, etc.)

Existem também na Terra zonas "apátridas" como o alto mar, onde penso que vigora o chamado direito internacional. Será esse direito suficiente em caso de conflito por zonas mais apetecíveis na Lua?

Claro que não é uma questão de falta de espaço na Lua. Mas pode servir como motivo para conflitos com o propósito de atrasar os adversários nesta corrida.

Só para reflectirmos um pouco...
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Offline João Clérigo

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Re: Missão Chang’e
« Responder #3 em: Outubro 26, 2007, 05:43:57 pm »
Isto ainda vai dar muito que falar e muita tinta para gastar... mas penso que, quando chegar a altura, os organismos internacionais lá se entenderão em organizar uma organização interplanetária que irá regular isso tudo... prevejo já a existência de uma InterPlanetPol, uma Polícia Interplanetária ;)
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